Calculadoras para comprar imóvel: da entrada à amortização
Guia com as calculadoras que acompanham toda a jornada de comprar um imóvel financiado: quanto financiar, Price ou SAC, e amortização extra.
O que reúne este guia?
Comprar um imóvel financiado envolve várias contas em sequência, não uma só. Antes de escolher o imóvel, é preciso saber quanto dá para financiar sem comprometer o orçamento. Depois, decidir entre tabela Price e SAC muda o formato das parcelas ao longo dos anos. E, ao longo do contrato, simular uma amortização extra pode reduzir prazo ou parcela de forma relevante.
Esse conjunto de calculadoras cobre a jornada inteira: da simulação inicial (quanto posso pagar) até a gestão do financiamento já em andamento (vale a pena amortizar). Usá-las em sequência evita duas armadilhas comuns — comprometer a renda além do razoável e pagar juros que poderiam ter sido evitados com um planejamento melhor.
Cada etapa dessa jornada tem uma calculadora própria, e elas conversam entre si: o resultado de uma alimenta a decisão da próxima.
Como usar estas calculadoras na prática
Antes de procurar o imóvel, use Quanto Posso Financiar para estimar, a partir da sua renda, o valor de parcela e de imóvel compatível com seu orçamento — sem depender só do que o banco pré-aprova.
Na hora de simular o financiamento, a Calculadora de Financiamento Imobiliário projeta parcela, juros totais e prazo a partir do valor financiado e da taxa (hipotética, até você ter a proposta real do banco).
Para escolher entre os dois sistemas de amortização, compare a Tabela Price (parcelas fixas) com a Tabela SAC (parcelas decrescentes, juros totais menores). A diferença entre as duas pode representar uma quantia relevante ao longo de 20 ou 30 anos de contrato.
Depois de contratado o financiamento, a Calculadora de Amortização simula o efeito de um pagamento extra: quanto tempo de contrato ou quanto de parcela você reduz ao antecipar parte do saldo devedor.
Exemplo com números reais
Um financiamento de R$ 200.000 em 240 parcelas (20 anos), taxa hipotética de 0,9% ao mês, pelo sistema SAC:
Amortização mensal fixa = 200.000 ÷ 240 = R$ 833,33 Juros do primeiro mês = 200.000 × 0,009 = R$ 1.800,00 Primeira parcela = 833,33 + 1.800,00 = R$ 2.633,33
No SAC, a amortização é sempre a mesma, mas os juros caem mês a mês porque incidem sobre um saldo devedor menor — por isso a primeira parcela é a mais alta do contrato inteiro, e cada parcela seguinte é um pouco menor que a anterior.
Erros comuns ao fazer essas contas
- Escolher o imóvel antes de simular quanto cabe no orçamento. Isso inverte a ordem certa e aumenta o risco de comprometer a renda além do saudável.
- Achar que Price sempre tem parcela menor que SAC. No SAC, a primeira parcela costuma ser maior — a vantagem aparece no total de juros pagos, que tende a ser menor no SAC ao longo do contrato inteiro.
- Ignorar o efeito de amortizar antecipadamente. Um pagamento extra logo no início do contrato reduz mais juros do que o mesmo valor pago mais tarde, porque o saldo devedor ainda está maior.
- Não considerar os custos além da parcela. ITBI, registro, seguro habitacional e taxas do banco somam um valor relevante que não aparece só na simulação da parcela.
- Comparar propostas de bancos diferentes sem converter para a mesma base de taxa. Taxa mensal e taxa anual precisam estar na mesma unidade antes de qualquer comparação valer a pena.
Como usar as calculadoras relacionadas
Comece por Quanto Posso Financiar para definir seu teto de parcela. Simule o financiamento completo na Calculadora de Financiamento Imobiliário, compare os sistemas com Financiamento Price e Financiamento SAC, e, já com o contrato ativo, use a Calculadora de Amortização para avaliar pagamentos extras.
Quando esse cálculo muda sua decisão
Na escolha do imóvel, saber o teto real de financiamento evita se apaixonar por um valor fora do orçamento. Na assinatura do contrato, a escolha entre Price e SAC muda o total pago em juros ao longo de décadas — uma diferença que costuma ser maior do que as pessoas esperam antes de simular.
Já com o financiamento andando, decidir se vale usar um bônus ou 13º para amortizar o saldo (em vez de investir esse valor) depende de comparar a taxa do financiamento com o retorno de uma aplicação — e essa comparação só faz sentido com os números na mão.