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CDB prefixado ou pós-fixado: qual escolher?

Compare CDB prefixado e pós-fixado com exemplo numérico de cada cenário para decidir qual se encaixa melhor no seu objetivo.

O que diferencia CDB prefixado de pós-fixado?

CDB prefixado é aquele em que você já sabe, no momento da aplicação, exatamente qual será a taxa de retorno até o vencimento — por exemplo, 11,5% ao ano fixos. CDB pós-fixado, o mais comum no mercado, tem o rendimento atrelado a um indicador que muda com o tempo, quase sempre um percentual do CDI.

A escolha entre um e outro não é sobre qual é "melhor" de forma absoluta, é sobre qual se encaixa na sua expectativa de comportamento dos juros. Se você acha que a Selic (e, por consequência, o CDI) vai subir ou se manter alta, o pós-fixado tende a acompanhar esse movimento e render mais. Se a expectativa é de queda de juros, travar uma taxa prefixada boa hoje pode garantir um retorno maior do que o CDI vai entregar lá na frente.

Existe ainda uma terceira categoria, o CDB atrelado ao IPCA, que garante ganho real fixo mais a variação da inflação — mas essa comparação específica pertence a outro tipo de análise, já que envolve proteção contra inflação, não só previsibilidade de taxa.

Como calcular na prática

Para o prefixado, o cálculo é direto: valor final = capital × (1 + taxa fixa)^tempo.

Para o pós-fixado, o cálculo depende da trajetória do CDI ao longo do período: valor final = capital × (1 + taxa CDI média do período)^tempo. Como ninguém sabe com certeza qual será a média do CDI no futuro, essa parte sempre envolve uma expectativa, não um número garantido.

Exemplo com números reais

Suponha R$ 10.000 aplicados por 3 anos, com um CDB prefixado a uma taxa hipotética de 11,5% ao ano.

Valor final do prefixado: R$ 13.861,96, um rendimento de R$ 3.861,96.

Agora compare com um CDB pós-fixado a 100% do CDI, em dois cenários hipotéticos:

  • Se o CDI médio hipotético do período ficar em 12,5% ao ano: valor final de R$ 14.238,28, rendimento de R$ 4.238,28 — R$ 376,32 a mais que o prefixado.
  • Se o CDI médio hipotético cair para 9% ao ano no mesmo período: valor final de R$ 12.950,29, rendimento de R$ 2.950,29 — R$ 911,67 a menos que o prefixado.

Esse exemplo mostra o ponto central: o prefixado tem retorno garantido de R$ 3.861,96 independente do cenário, enquanto o pós-fixado pode superar ou ficar abaixo dependendo da trajetória real do CDI.

Erros comuns ao fazer essa conta

  • Escolher só pela taxa anunciada no momento: uma taxa prefixada de 11,5% pode parecer menor que "100% do CDI", mas se o CDI cair no período, o prefixado acaba levando vantagem.
  • Não considerar o próprio horizonte de necessidade de dinheiro: vender um prefixado antes do vencimento expõe você à marcação a mercado, que pode gerar perda mesmo com taxa contratada boa.
  • Achar que pós-fixado nunca tem risco: o risco não é de perda de capital, mas de rendimento menor que o esperado se o CDI cair ao longo do prazo.
  • Ignorar o IR na comparação: os dois tipos de CDB seguem a mesma tabela regressiva, mas o rendimento bruto diferente de cada um gera valor líquido também diferente — vale sempre comparar depois do imposto.
  • Comparar prefixado de prazo curto com pós-fixado de prazo longo: prazos diferentes tornam qualquer comparação de taxa incompleta, porque o tempo de exposição ao risco de mercado muda.

Como usar a calculadora relacionada

A calculadora de investimentos permite simular os dois cenários — taxa fixa e taxa variável — lado a lado, trocando apenas o parâmetro da taxa. A calculadora de taxa nominal ajuda a entender a diferença entre a taxa anunciada e a taxa efetivamente capitalizada ao longo do prazo, útil para comparar CDBs com convenções de juros diferentes.

Quando esse cálculo muda sua decisão

Se você está perto de um ciclo de queda de juros — situação em que a expectativa geral de mercado é de Selic caindo nos próximos anos — travar uma taxa prefixada atual costuma ser vantajoso, porque você garante hoje um retorno que o CDI provavelmente não vai alcançar no futuro. Já em cenário de Selic subindo ou instável, o pós-fixado atrelado ao CDI tende a acompanhar melhor o movimento, sem deixar dinheiro preso em uma taxa que ficou defasada.

Para quem não tem certeza sobre a direção dos juros, dividir a aplicação entre os dois tipos reduz a dependência de acertar o cenário — parte trava retorno garantido, parte acompanha o mercado.

Perguntas Frequentes

Em termos de risco de crédito, os dois têm o mesmo risco (o do banco emissor, coberto pelo FGC até o limite). A diferença está no risco de a taxa ficar abaixo ou acima do que o mercado vai entregar no futuro.
Não, se você levar até o vencimento — o valor contratado é pago integralmente. A perda só aparece se você vender antes do prazo e a taxa de mercado tiver subido, gerando marcação a mercado negativa.
Ninguém sabe com certeza. O que dá para fazer é observar sinais de política monetária e inflação, mas qualquer decisão de prefixado versus pós-fixado envolve aceitar essa incerteza, não eliminá-la.
Costuma ser uma estratégia razoável para quem não quer apostar tudo em um único cenário de juros, equilibrando previsibilidade com capacidade de acompanhar o CDI se ele subir.
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